Simon Kaelen
Minha mandíbula travou com tanta força que senti um estalo na base do crânio. Os músculos do meu pescoço saltaram em cordas rígidas enquanto meus olhos percorriam, centímetro por centímetro, aquela nudez que ela me arremessava como um insulto físico. Helena sabia exatamente o poder que exercia; sabia que cada curva daquele corpo era uma armadilha na qual eu, mesmo ciente do perigo, me atirava de cabeça. Por dentro, o desejo era uma labareda voraz, consumindo o que restava da minha