Lena Aris
O hálito de Simon ainda parecia queimar a pele do meu pescoço, uma promessa de dor sussurrada antes de ele se afastar com aquela elegância predatória. “Nenhum deles morde tão fundo quanto eu”. Eu o observei partir, sentindo o desequilibrio da pistola presa à minha liga, denunciando que cairia. O metal frio contra a parte interna da minha coxa era a única coisa que me mantinha ancorada à realidade; perguntei-me, num lampejo de distração, como a arma ainda estava presa à cinta-liga e nã