Lena Aris
O silêncio na cobertura era tão denso quanto o peso do corpo dele sobre o meu minutos atrás. A chuva, agora em um ritmo melancólico contra o vidro, era o único som que preenchia o vazio, enquanto nossas respirações tentavam redescobrir um compasso humano. Meu corpo latejava. A pele da nuca queimava e a clavícula doía, marcada pelos dentes dele como um selo de propriedade. O mármore frio ainda parecia tatuado em minhas costas, um contraste brutal com o calor do cetim preto onde eu agor