P.O.V. Ana Rossi Villeneuve
O vento cortava as colinas como uma respiração antiga.
O avião já havia pousado há horas, mas Ana ainda observava o horizonte pela janela do carro.
O País B parecia o mesmo — o mesmo céu pálido, o mesmo perfume de terra úmida e chá amargo.
Mas ela não era mais a menina que partira dali.
O carro atravessou as ruas estreitas da vila costeira.
Casas baixas de pedra, portas pintadas em azul, cortinas finas movendo-se com o vento.
As pessoas a olhavam como se pudessem rec