O som do núcleo havia mudado.
Antes, uma vibração estável, quase respiratória — como se Aurora tivesse aprendido a dormir.
Agora, o ruído era outro: irregular, vivo, o som de um coração em arritmia.
O sistema reagiu à nossa presença como um corpo que reconhece seu criador.
As luzes revezavam-se entre azul e vermelho, lançando sombras líquidas pelas paredes, como se o próprio lugar tentasse respirar.
Cada passo ecoava mais alto do que o anterior.
Cada olhar devolvia mais do que via.
Nicole estava