CAPÍTULO 87
Quando a dor da culpa não é o suficiente para o perdão
Eduard ficou. Revezou entre a recepção e a porta de vidro que dava para o corredor da UTI. Não tinha coragem de ir embora, nem coragem de pedir para entrar. Sentou no chão, como Caio antes dele, os cotovelos nos joelhos, a mão no cabelo. Reviveu cena por cena dos últimos meses: sua ausência, sua bebida, sua raiva, o vídeo, o beijo roubado na cozinha do hotel, a mentira ensaiada, o enterro encenado, o caixão vazio… e então o ver