CAPÍTULO 135
Quando o medo fala mais alto que o amor
O sol entrava pelas frestas da persiana, iluminando a sala branca do hospital. O cheiro de antisséptico ainda era forte, misturado ao zumbido constante dos aparelhos. Caio abriu os olhos devagar, como se a claridade lhe cortasse a retina. A boca estava seca, a cabeça pesada.
Olhou ao redor, tentando entender onde estava. As lembranças voltaram como flashes: o disparo, o impacto, o corpo de Alinna contra o dele, o sangue quente descendo