O Eco da Perda

CAPÍTULO 149

Quando a dor vira fúria

CAIO MOREAU BASTIEN

O quarto estava mergulhado num silêncio podre, como se até as paredes zombassem da minha fraqueza. Eu ainda estava no chão, o corpo pesado, os punhos ardendo em carne viva. A respiração vinha em soluços, rasgando o peito. Olhei para o lado. O celular estava caído a poucos metros, a tela quebrada, mas acesa.

Arrastei-me até ele, os braços tremendo, o corpo inteiro latejando de dor. Cada centímetro parecia uma eternidade. Peguei o aparelho
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