CAPÍTULO 148
Quando até o silêncio trai
LUCAS SANTORO
A água quente ainda escorria pelo meu corpo quando desliguei o chuveiro. Enrolei a toalha na cintura e saí. O apartamento parisiense estava silencioso, só o ruído distante da cidade noturna, abafado pelas paredes grossas.
Caminhei até a sala, larguei a toalha no encosto da poltrona e fiquei diante da janela, sem camisa. As luzes da cidade refletiam no vidro, e era por esse reflexo que eu a observava.
Alinna estava sentada no sofá, a postur