CAPÍTULO 150
Quando a mentira vira arma
LUCAS SANTORO
O copo de vinho ainda estava pela metade quando peguei o celular. Minhas mãos tremiam, mas não de frio — de culpa. O rosto dela ainda queimava dentro da minha cabeça, o gosto do beijo maldito que nunca deveria ter acontecido. Alinna tinha saído da sala, o corpo rígido, mas os olhos… os olhos estavam quebrados.
Disquei o número do meu irmão de alma. Do outro lado da linha, demorou a atender. Quando a voz rouca dele surgiu, parecia mais um mo