CAPÍTULO 39
Quando o corpo fala o que a alma ainda não consegue admitir.
A água morna do rio escorria pelos corpos, misturando suor, desejo e lembranças. Eduard se aproximou, os olhos fixos nela como se procurasse ali todas as respostas que o mundo nunca deu.
— Alinna… — ele murmurou, afundando os dedos nos cabelos molhados dela. — Você me enlouquece.
Ela fechou os olhos ao sentir a pele dele tocar a sua. Os dedos quentes encontraram sua cintura nua debaixo da água, e ela estremeceu. O silêncio