CAPÍTULO 139
Quando cuidar é também amar
CAIO MOREAU BASTIEN
O quarto estava mergulhado em meia-luz, o silêncio quebrado apenas pelo bip dos aparelhos. Eu fingia dormir. Depois de tantos dias sem vê-la de verdade, queria entender o que Lucas me dissera: que Alinna não me deixava um segundo, que cuidava de mim enquanto eu dormia.
A porta se abriu devagar. O som suave dos passos dela fez meu peito acelerar. Mesmo com os olhos fechados, eu sabia que era ela. O perfume discreto, o jeito de respirar.
Senti a ponta dos dedos dela acariciando meu rosto. A pele dela contra a minha foi como fogo depois de dias de frio. Uma lágrima escorreu do canto dos olhos dela e caiu no meu queixo.
— Oi, meu amor… — ela sussurrou, a voz trêmula, carregada de saudade. — Estou com tantas saudades de você, sabia? Mas estou aqui… ainda que você não queira me ver, não me queira por perto, estarei aqui te ajudando a vencer, tá bom? Vou cuidar de você.
Meu coração se partiu em mil pedaços. Mais uma lágrima escap