CAPÍTULO 124
Quando o passado se abre em tela
Os dias nas Maldivas tinham deslizado como seda entre os dedos. Passeios de barco sob o pôr do sol, jantares à luz de tochas na areia, risos que se misturavam ao barulho das ondas. Por algumas noites, Alinna acreditou que a vida podia ser feita apenas de presente. Caio adormecia cedo, exausto das caminhadas e da entrega em cada gesto, enquanto ela ficava na rede, embalando pensamentos ao som do mar.
Naquela madrugada, porém, algo diferente a puxou