CAPÍTULO 123
Quando o futuro fala mais alto que o passado
Os dois entraram devagar, e o mar os recebeu com um abraço largo. Alinna boiou de costas, deixando o corpo entregue, olhos no céu que começava a ganhar estrelas; Caio ficou ao lado, a palma aberta sustentando a nuca dela, só por garantia.
— Sabe o que eu percebi? — ela sussurrou, flutuando.
— O quê?
— O riacho faz barulho de mundo pequeno. O oceano… faz barulho de futuro.
— Então a gente ouviu o futuro. — Ele inclinou o corpo e deposito