O som suave do choro de Enzo me desperta, invadindo o silêncio gostoso daquela manhã de sábado. Sinto o calor do braço de Santino em volta da minha cintura, pesado, possessivo, como se mesmo dormindo ele quisesse me manter ali, colada nele. Viro o rosto e olho o rádio-relógio na mesinha de cabeceira. Oito horas.
Santino se aninha mais em mim, me apertando pela cintura, e deposita um beijo lento, preguiçoso, no meu pescoço, exatamente no ponto que sabe que me faz arrepiar. Sua voz rouca, quebrad