Celina Foster nunca foi rejeitada.
Desde pequena, aprendeu que bastava sorrir, escolher, apontar, e tudo ao redor se ajustava a ela. Pessoas gostavam dela com facilidade, homens se interessavam por ela sem esforço e, dentro de casa, nunca precisou disputar espaço, porque, no fundo, sempre soube que era a escolhida.
A favorita.
E, por muito tempo, isso foi suficiente para que acreditasse que sempre seria assim.
Naquela manhã, enquanto o sol ainda iluminava a cidade com uma leveza que contrastava