A Esposa substituta do CEO, Casei no lugar da minha irmã
A Esposa substituta do CEO, Casei no lugar da minha irmã
Por: Raays
1 - Ela será minha

Brian Beckman não costumava perder o controle de nada, e isso não era uma impressão que as pessoas tinham dele, era um fato sustentado por anos de decisões tomadas com precisão e frieza, onde cada movimento era calculado antes mesmo de ser executado. Ele construiu seu império entendendo que emoções atrapalhavam mais do que ajudavam, e por isso aprendeu cedo a ignorá-las, tratando pessoas como recursos e situações como oportunidades a serem exploradas. Nada em sua trajetória foi deixado ao acaso, e exatamente por isso ele se acostumou a antecipar comportamentos, prever reações e agir antes que qualquer problema tivesse chance de se tornar real.

Naquela noite, não havia motivo para que algo fugisse desse padrão.

O evento corporativo reunia investidores, empresários e nomes relevantes do mercado, todos posicionados dentro de um ambiente cuidadosamente construído para impressionar, com luzes refletindo nas taças, música baixa preenchendo os espaços e conversas conduzidas com cautela, onde cada palavra carregava mais intenção do que parecia à primeira vista. Brian circulava pelo salão sem pressa, com uma taça que ele não fazia questão de beber e um olhar que não descansava, absorvendo tudo ao redor com a naturalidade de quem não precisava participar diretamente para dominar o ambiente.

Ele não precisava se anunciar, nem disputar atenção, porque sua presença já era suficiente para alterar o comportamento das pessoas ao redor, seja pela expectativa que criava, seja pelo receio silencioso que seu nome carregava. Enquanto caminhava, observava mais do que falava, analisando posturas, identificando interesses ocultos e organizando mentalmente quem poderia ser útil e quem não merecia sequer sua atenção. Era um processo automático, quase instintivo, que nunca falhava porque fazia parte de quem ele se tornou ao longo dos anos.

Até que, naquele momento, algo interrompeu esse padrão.

Seu olhar se deslocava pelo salão de forma contínua, sem se fixar em ninguém por tempo suficiente para gerar interesse real, até que parou de maneira involuntária, como se algo tivesse capturado sua atenção antes mesmo que ele percebesse conscientemente o motivo.

Do outro lado do salão, ela estava.

Não havia nada chamativo em sua aparência que justificasse destaque imediato, nenhum gesto exagerado ou comportamento que pedisse atenção, e ainda assim ela destoava de todo o resto de forma sutil, quase silenciosa. Seus movimentos eram contidos, medidos, como se cada ação fosse pensada antes de acontecer, e havia uma tensão leve em sua postura que não combinava com o ambiente ao redor, onde todos pareciam confortáveis demais dentro de suas próprias máscaras sociais.

Brian permaneceu observando, inicialmente com o mesmo olhar analítico que usava para qualquer outra situação, mas aos poucos percebeu que havia ultrapassado o tempo habitual que dedicava a qualquer pessoa naquele tipo de ambiente. O modo como ela segurava a taça, o cuidado em evitar certos olhares, a forma como se posicionava sem realmente se integrar… pequenos detalhes começaram a se acumular, formando uma impressão que ele não ignorou.

Ela não parecia pertencer àquele lugar.

E foi exatamente isso que o fez continuar olhando.

O tempo passou sem que ele se desse conta, e quando percebeu que ainda estava focado nela, entendeu que algo havia mudado em sua forma de observar. Ele não estava mais apenas analisando o ambiente de forma ampla, como fazia normalmente, mas direcionando sua atenção para uma única pessoa de maneira incomum até para ele.

Sem desviar o olhar, fez um gesto discreto com a mão, e o assistente se aproximou com rapidez, já acostumado a responder antes mesmo de qualquer explicação.

— Quem é ela?

O homem seguiu a direção indicada e analisou por poucos segundos antes de responder:

— Celina Foster.

O sobrenome não era desconhecido, e o reconhecimento foi imediato.

Brian deixou que um leve movimento surgisse em seus lábios, não exatamente um sorriso, mas algo próximo disso, provocado mais pela informação do que por qualquer outra coisa.

— A família Foster está em dificuldade financeira, não está?

— Sim, senhor. Dívidas elevadas, investidores recuando e pouca margem de recuperação.

Brian voltou a olhar para ela, agora com uma percepção diferente, reorganizando mentalmente as informações que acabara de receber com a mesma objetividade que aplicava a qualquer negociação. A presença dela naquele ambiente deixava de ser apenas um detalhe curioso e passava a ter um significado mais claro dentro de um cenário que ele sabia explorar como ninguém.

Ela não era apenas alguém deslocado em um evento.

Estava ligada a algo que podia ser enfraquecido.

— Compre.

O assistente franziu levemente o cenho, como se confirmasse o comando.

— Senhor?

— Todas as ações da Foster.

A resposta veio sem alteração de tom, mas firme o suficiente para não deixar espaço para dúvida.

— Entendido.

Brian não respondeu. Seu olhar já havia retornado para ela, mais fixo, mais direcionado, como se agora observasse não apenas uma presença interessante, mas um elemento que havia passado a fazer parte de seus planos.

A forma como a observava não era mais a mesma de antes, e isso ficava evidente na intensidade que não fazia questão de esconder.

— Eu quero aquela mulher.

A frase saiu baixa, carregada de decisão, sem necessidade de reforço.

Se fosse necessário pressionar, ele pressionaria.

Se fosse necessário tirar da família dela tudo o que ainda restava, ele faria sem hesitação.

Porque Brian Beckman não recuava quando decidia algo.

E, naquele momento, a decisão já tinha sido tomada, de forma silenciosa e definitiva.

Celina Foster não era mais apenas alguém no meio de um evento.

Ela havia se tornado um objetivo de desejo.

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