EDUARDO
Eu vi tudo da porta.
Fiquei ali, parado no corredor, como quem espiona a própria vida. A luz do abajur do quarto do Enzo desenhava sombras suaves no rosto da Sofia, e o jeito como ela segurava nosso filho era... sagrado.
Sim, nosso.
Não porque nasceu dela. Mas porque ela o acolheu com o peito aberto e o coração inteiro, quando ninguém mais queria lidar com um bebê quebrado por uma tragédia.
Ela o pegou nos braços quando eu mal conseguia olhar pra ele.
E agora, ela estava ali, deitada ao