EDUARDO
Cheguei em casa mais tarde naquele dia. Sofia já tinha colocado o Enzo pra dormir e estava no banho. A luz do corredor iluminava a casa silenciosa, cortada apenas pelo som da água caindo. Peguei um copo d’água na cozinha e me sentei na sala, tentando respirar.
O interfone tocou. Meu corpo gelou antes mesmo de atender.
Era a Isabella.
Engoli o nó na garganta e apertei o botão.
— Pode subir.
Sofia apareceu na porta do banheiro, enrolada na toalha, os cabelos pingando, o rosto tenso.
— Que