ISABELLA
Fechei a porta com cuidado, como se qualquer ruído fosse profanar o que eu carregava nas mãos. O envelope tremia. Ou talvez fosse só eu. Me sentei no chão da sala, encostada na parede, com as pernas dobradas e o coração disparado.
Respirei fundo três vezes antes de ter coragem de abrir.
A letra torta de Enzo me encarava. Eu passei os olhos por cima, depois voltei, linha por linha, como se cada palavra merecesse atenção redobrada. E, quando cheguei ao fim, não consegui conter o choro.
E