SOFIA
A manhã nasceu devagar, como se o mundo soubesse que o dia precisava ser mais leve. O sol entrava pelas janelas da sala, espalhando uma luz suave, quase reconfortante. Enzo estava no tapete, concentrado, os olhos fixos na folha em branco diante dele, como se o papel fosse o único lugar onde ele poderia colocar tudo o que sentia. Seu lápis colorido estava apertado entre os dedos pequenos, a língua ligeiramente entre os dentes, como se estivesse tentando desenhar um mundo inteiro com aquel