ISABELLA
Eu estava parada diante da porta mais simbólica da minha vida. Uma simples folha de madeira separava o ontem do agora. Respirei fundo, tentando controlar a ânsia no estômago. Nas mãos, levava um livrinho infantil com ilustrações de dinossauros. Nada muito especial. Mas era o que eu conseguia oferecer: um começo pequeno, sincero.
O som da campainha ecoou como um trovão.
A porta se abriu devagar. Sofia.
Ela me olhou com calma, mas os olhos sempre atentos. Como uma sentinela que protege o