EDUARDO
A noite avança devagar, como se respeitasse a paz que finalmente conquistamos.
Ficamos na rede por mais alguns minutos, só ouvindo os sons da natureza e o sussurro das nossas respirações sincronizadas. Às vezes ela fecha os olhos e sorri, e eu fico só olhando. Guardando cada detalhe. O jeito como os cílios tocam a pele, como os lábios se curvam com leveza, como o peito dela sobe e desce com tranquilidade.
— Tá me encarando por quê? — ela pergunta, sem abrir os olhos, com a voz suave.
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