SOFIA
Acordo com o cheiro do café recém-passado e o calor aconchegante do sol entrando pelas frestas da cortina.
Demoro alguns segundos para me situar, e acreditar que tudo era real.
Então sorrio.
É real. É tudo real.
A aliança no meu dedo brilha sob a luz da manhã. E, quando me viro, Eduardo está encostado na porta do quarto, segurando uma bandeja de café da manhã.
— Olha só quem resolveu dormir até tarde — provoca ele, com aquele sorriso torto que me faz esquecer do mundo.
— Eu sou uma mulher