SOFIA
Eu nunca imaginei que o barulho de uma maçaneta girando pudesse me causar tanto pavor. Mas naquela noite, quando ouvi o leve clique da porta dos fundos, meu coração quase parou.
Eduardo se levantou num pulo, já com a arma que guardava trancada no cofre da estante. Sim, ele tinha uma. E agora, pela primeira vez, estava ao alcance da mão.
— Fica aqui — ele sussurrou.
— Nem pensar — rebati, já pegando meu celular e discando para o segurança da portaria.
Mas quando Eduardo chegou à porta, enc