EDUARDO
Instalar aquele novo sistema de câmeras não me deu a paz que eu esperava. Cada parafuso apertado, cada sensor ativado, era como um lembrete de que a nossa casa — o nosso lar — tinha sido violada. As trancas reforçadas pareciam frágeis diante da ameaça real que rondava a gente.
Quando terminei, sentei no sofá com o corpo pesado. As mãos tremiam, e levei os dedos até a cabeça, pressionando as têmporas como se quisesse expulsar o caos que martelava ali dentro.
— Isso tá ficando fora de con