EDUARDO
Peguei o celular com tanta força que os nós dos meus dedos ficaram brancos. Cada segundo que passava parecia uma bomba prestes a explodir. O rosto da Sofia ainda estava pálido, os olhos assombrados. E o nome do desgraçado martelava na minha cabeça como um grito ensurdecedor.
Victor Tavares.
— O que vai fazer? — ela perguntou, a voz quase num sussurro, mas firme, como quem quer parecer forte mesmo com o mundo desmoronando por dentro.
— Ligar pro segurança do condomínio. Subir o nível de