Samuel
Anny está deitada na cama, ligada ao soro, pulseira de hospital no pulso, aparelho medindo pressão ao lado. O lençol sobe e desce devagar com a respiração dela. A barriga está ali, firme, mas parece mais frágil do que nunca.
Me aproximo devagar.
— A culpa é minha. — deixo escapar, antes de conseguir segurar. — Eu devia estar com você essa noite.
Ela vira o rosto na minha direção. O olhar está cansado, mas não vazio.
— Você devia estar onde estava mesmo. — responde, amarga. — No palco,