Andryel
Se eu soubesse que aquela era a última noite “normal”, talvez tivesse prestado mais atenção em cada detalhe. No jeito da Hadassah andar, na fala da minha sogra, até no barulho do talher batendo no prato. Mas a gente só chama de véspera depois. Na hora, parece só mais um dia.
Minha manhã começou como tantas outras nos últimos meses. Reunião na empresa, email atrasado, ligação com fornecedor, check rápido com o pessoal do financeiro.
Por trás de tudo, um cronômetro invisível: “falta pouc