Samantha
Eu sempre achei que, pra ser escritora, eu ia precisar estudar muito o mundo lá fora.
Viajar, observar estranhos em cafés, ouvir conversa alheia no metrô.
No fim, descobri que bastava sentar na sala da minha família.
Ser autora em família dramática é como ter Netflix em casa, sem pagar assinatura.
Tem reviravolta, personagem com passado sombrio, figurante roubando cena, vilão que vira mocinho. Às vezes, tudo isso na mesma pessoa. Por anos, eu fui a irmã que observava.
Andryel achava q