Samuel
De manhã, a casa do meu filho não acorda. Ela explode. Cheiro de café vindo da cozinha, choro de bebê atravessando corredor, risada da Anny misturada com a da sogra do meu filho, voz da Samantha ditando algum diálogo em voz alta, como se o mundo fosse sala de roteiro.
Do meu lugar na cadeira da varanda, eu enxergo tudo em quadro aberto.
Andryel passa com um dos meninos no colo, cabelo desgrenhado, camiseta amassada, cara de quem dormiu pouco e, ainda assim, faria tudo de novo.
Hadassah