Mundo ficciónIniciar sesión*** AVISO AO LEITOR *** Está obra é destinada ao público adulto. Podendo conter cenas de violência, linguagem imprópria, conteúdo sexual, uso de substâncias lícitas e temas considerados sensíveis, como um dos exemplos, o luto. A leitura desta, é uma escolha consciente e responsável de cada leitor. Se estiver preparado para acompanhar a novela da vida da “Babá do Bilionário Arturo D. Sierras”, ficarei lisonjeado em te apresentar. Holly dedicou cinco anos de sua vida cuidando de Kevin, uma criança adorável e cercada pelo amor dos pais. A convivência agradável e a rotina leve com o casal fizeram florescer em seu coração um profundo afeto por cada um deles, especialmente por Evelyn, que a fazia sentir-se como parte da família. No entanto, nada a preparou para a chegada de Arturo D. Sierras, o tio de quem ela só ouvira falar todos esses anos. O que Holly jamais poderia imaginar era que um grave e infeliz acidente abalaria completamente a sua vida e colocaria a sua afeição por Kevin à prova. Uma única decisão que a levaria a um futuro completamente diferente de tudo que ela poderia ter imaginado. Agora o destino da pequena criança dependerá da união improvável entre um homem pretensioso e de uma mulher que ele acredita, fielmente, ser capaz de moldá-la ao seu bel-prazer. Contudo, o tempo provará para Arturo que o seu poder de persuasão não irá tão longe com alguém que aprendeu, da maneira mais difícil, a não repetir os erros do passado. *** Está obra é inteiramente fictícia. Os nomes de cidades, locais e personagens aqui mencionados são utilizados apenas para fins narrativos, não representando fielmente a realidade. ***
Leer másHOLLY
“Holly, querida. Posso te pedir um favor esta noite? Sei que já deu o seu horário de ir embora, mas eu havia me esquecido completamente do meu aniversário de casamento.” A Sra. Evelyn entrou em sua casa correndo, colocando as chaves sobre o aparador e uma pequena bolsa em uma poltrona da sala de estar, antes de ir em direção ao seu filho.
Eu estava com Kevin, sentada em um tapete assistindo ele a construir um prédio de lego com peças grandes, ele era um garotinho maravilhoso de apenas cinco anos que eu ajudava a cuidar desde os seus seis meses de vida.
“Olha mamãe, é igual o prédio do papai.”
A Sra. Evelyn se aproximou e deu um abraço forte no menino, se virando para mim.
“Desculpe, Holly. Não te cumprimentei direito.” Ela estendeu o braço em minha direção, enquanto abraçava o seu filho.
“Imagina, Sra. Evelyn. Está tudo bem.” Peguei em sua mão para tranquilizá-la.
Se separando de Kevin, ela olhou para a estrutura que ele montava tão alegremente.
“Ual! Que prédio alto. Acho que vou comprar uma casa nesse edifício.”
Ele apenas deu alguns pulos e sorriu, continuando a acrescentar mais peças à sua obra de arte.
“Mamãe, a tia Holly pode vir morar com a gente?” Ele perguntou admirando o seu prédio de lego.
“Mas é claro. O quarto dela vai ser ao lado do seu. O que acha?” A Sra. Evelyn sorriu para mim e só pude retribuir o sorriso. “Agora a mamãe precisa falar com a tia Holly um minutinho, mas já volto. Tudo bem?”
Kevin balançou a cabeça e disse que construiria o meu quarto ao lado do dele como a mãe havia falado. Então a Sra. Evelyn me puxou para o canto da sala.
“Holly, eu me esqueci completamente do meu aniversário de casamento. Quando Aidan me ligou eu já estava quase chegando em casa. Ele está falando de me levar nesse novo restaurante do cliente deles há uma semana e disse que passará me buscar daqui uma hora. Eu nem separei uma roupa para ir.” Ela estava aflita, passando a mão pelo rosto. “Eu sei que a gente não combinou antes, mas você consegue ficar com o Kevin até voltarmos? Eu peço para o Roberto te levar em casa.”
Roberto era o motorista do Sr. Aidan. Como ele sempre estava em alguma reunião ou visitando algum canteiro de obra, era muito difícil vê-lo na direção. Já a Sra. Evelyn gostava de se sentir livre e dirigir o próprio carro, e sendo médica, os seus horários não seguiam uma agenda como os do marido.
“Hoje eu tinha um compromisso, mas posso ver se consigo chegar um pouco mais tarde.” Falei pegando meu celular no bolso.
Era sexta-feira e tinha marcado de sair com William, meu namorado. Um amigo dele iria se apresentar com a banda em um barzinho, mas iria começar bem mais tarde. Pensei que dependendo do horário que a Sra. Evelyn voltasse daria tempo de assistir eles tocando.
“Não quero te atrapalhar Holly. Se você já tem compromisso eu posso ver se consigo outra pessoa para ficar com o Kevin.”
A Sra. Evelyn pegou o celular para ligar para alguém também.
“Vamos ver o que a gente consegue.” Eu sorri para ela. “Agora suba se arrumar que eu fico com o Kevin, senhora. Vai dar tudo certo.”
Enquanto a mãe de Kevin se arrumava, eu estava olhando ele brincar. Era muito fofo ver como esse tamanhinho de gente tinha crescido tanto e agora até inventava histórias para suas brincadeiras. Ao mesmo tempo que o observava, tentei ligar pela terceira vez para o William. Ele iria me buscar às nove em casa, mas já eram oito e meia e eu ainda estava na residência dos D. Sierras.
“Holly, por favor, poderia me ajudar com o zíper?” Evelyn falou descendo as escadas, descalça e segurando pelo busto um vestido midi, tomara que caia, vermelho. Seu cabelo loiro acinzentado com um ondulado natural estava preso em um coque com alguns fios soltos para dar um charme especial.
“A senhora está linda.” Fui ao seu encontro para ajudá-la a fechar o zíper.
“Obrigada, querida.” Ela virou de costas para mim. “Holly. Eu consegui falar com o meu cunhado e ele vai chegar aqui às nove, junto com meu marido. Ficaria muito tarde para você?”
Evelyn é uma pessoa muito boa, mas com compromissos ela era terrível. Sempre se esquecia de datas importantes e às vezes me colocava nessas enrascadas. Não era por querer, acredito que o trabalho dela como médica a deixava um pouco perdida na vida pessoal. A sua dedicação pelos seus pacientes é tão grande ao ponto dela se esquecer um pouco de si mesma. E digo isto, pois se ela quisesse parar de trabalhar, ela poderia. O Sr. Aidan D. Sierras é herdeiro de uma construtora de prestígio em nossa cidade. O problema aqui não era dinheiro, com toda certeza. Ela realmente ama o que faz.
Agora, o meu problema, é que já eram oito e meia e o meu compromisso seria às nove. Bem que o irmão do Sr. Aidan poderia chegar antes. Eu olhava a todo instante para o meu relógio e para melhorar a situação, Willian, não atendia o bendito telefone, então deixei duas mensagens para ele. A primeira perguntando o que ele estava fazendo e a segunda para avisá-lo que eu iria atrasar, pois ainda estava no serviço. Parando para pensar nisso, eu me pergunto o por que me submeto a esse tipo de situação. Não por ter que fazer hora extra, vou receber por isso, mas porque eu deveria correr atrás de alguém que me convidou para ver essa apresentação idiota? O interesse deveria ser dele de saber se ainda quero ir ou não. Nessas horas, o William me faz sentir uma pessoa incrivelmente patética.
Acredito que a única coisa que me distrai dessa raiva que me consome o âmago é saber que, enfim hoje, irei conhecer o misterioso tio do Kevin. Sem segundas intenções, é claro! Se trata apenas de uma curiosidade saudável, afinal fazem cinco anos que escuto histórias a respeito desse homem.
“Eu não consegui falar com o meu namorado ainda, mas pode terminar de se arrumar Evelyn. Hoje é um dia muito especial! Eu posso esperar eles chegarem.” Respondi sorrindo, alimentando aquela leve curiosidade.
“Certeza? Já estou quase pronta.”
“Tenho sim. Eu ainda irei jantar com o Kevin antes de ir.”
HOLLY Arturo me deu alguns minutos para eu me arrumar e retocar a maquiagem. Eu ainda não me sentia pronta para o seu mundo, não gostava nem de viajar com o Sr. Aidan e Evelyn, pois já imaginava como seria. Quando chegamos o dono do resort deixou preparado um coquetel para comemorarmos nosso casamento. Ele sabia que Arturo não queria uma festa, mas disse que não podia deixar esse dia passar em branco. Como fazia tempo que não se viam, ele aproveitou o momento para organizar algo simples. Não foi preciso fazer check-in, fomos recepcionados pelo próprio Sr. Duarte, um senhor na casa dos setenta, cabelos e bigode brancos, ele tinha uma estatura baixa. Quando se aproximou de Arturo para um abraço, podia até se assemelhar a uma criança mais robusta. Achei fofo. Ele pegou minha mão com maior respeito e depositou um beijo. Depois de uma breve apresentaç&atild
ARTURO Para quem estava relutante com o casamento, Holly parecia bem à vontade depois das assinaturas dos documentos. De certa forma, sentia que estávamos mais próximos depois desse simples ato. Um documento que deveria ser insignificante dado a nossa situação, está me fazendo refletir que tem algo mudando dentro de mim. Poderia ser devido ao luto ou à insegurança de talvez nunca mais poder falar com Aidan, mas definitivamente, não sou o mesmo. Desde o dia em que fomos apresentados, estou com aquela sensação de que eu é quem deveria estar ao lado de Holly, cuidando dela, como se fosse algo frágil que pudesse se quebrar a qualquer momento. Talvez fossem as bobagens que Eve falava toda vez que nos víamos. Do quanto o namorado não a valorizava e muitas vezes a ignorava por horas ou dias. Naquela época, eu só conseguia pensar, que tipo de pessoa se submeteria a um relacionamento como este? Para mim, ela era apenas uma mulher com a autoestima extremamente baixa e isso não me atraía
ARTURO Para ser franco, eu não estava planejando uma ‘lua de mel’, nem viagem, nem estadia em algum hotel. Como havia comentado com o Sr. Valente, não tínhamos clima para uma comemoração, porém é um casamento. Com toda certeza, alguém tentaria encontrar outros motivos para não querermos tirar sequer um dia para nós. Principalmente a mídia. De acordo com Liam, eles seriam cruéis com a Holly, pois pareceria que eu não me importava com ela. Desta forma, pedi para que Liam e Cecí reservassem uma suíte de núpcias no resort de um dos nossos clientes. Era o local mais bonito que construímos até agora e era beira mar. Três dias longe não fariam mal a ninguém e até para Holly seria bom. Pensei que ela iria precisar de alguns dias de folga para conseguir enfrentar as batalhas que virão pela frente e sei que não serão nada fáceis. Eu conheço bem o meio em que vivo e as mulheres com que já me envolvi. Só espero não encontrar nenhuma delas nesse fim de semana. “Você não pediu para eu faze
HOLLY “Vamos deixar para viajar mais para frente. Agora não é um bom momento.” Arturo pegou minha mão para demonstrar que estávamos alinhados. Eu apenas concordei com a cabeça. “E queremos estar por perto caso meu irmão acorde.” Meu pai parecia respirar mais aliviado com a notícia, já a minha mãe fez uma cara de desapontada, mas também concordou que não havia clima para uma comemoração. “Eu entendo.” O Sr. Carlo estava se esforçando muito para parecer forte em nossa frente e, para ser sincera, não era necessário. “Entretanto, vocês não podem deixar esse dia passar em branco, não é mesmo? Hoje também é um dia importante.” Minha mãe concordou com a cabeça, mas não mencionou uma palavra. “Não vai passar em branco não, Sr. Carlo. O Liam e eu já deixamos tudo certo.” Cecí falou na nossa frente, tentando conter a animação. “Não entendi. Você não comentou nada comigo…” Falei constrangida, mas querendo grudar no pescoço da minha irmã. “Não posso dizer mais nada. O restante é sur










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