Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla quer vingança. Ele quer seu amor. Emma Cassano odiava a máfia, mas por uma tragédia do destino, acabou envolvida com a família mais poderosa da Itália. Ela odiava mafiosos, mas acabara grávida do neto de Giovanni Vacchiano, o chefe da família. Decidido a dar uma lição no neto arrogante, Giovanni oferece um acordo para Emma, tentador o bastante que ela não foi capaz de recusar. Lorenzo Vacchiano sempre admirou sua secretária. Ela não tinha medo, não baixava a cabeça para o perigo. Aos seus olhos, Emma era perfeita. Mas tinha um problema: sempre recusou seus avanços. Determinado a conquistar seu coração, Lorenzo será capaz de tudo para fazer com que Emma o olhe com afeição. Até mesmo criar o filho de outro homem. Quando uma ameaça surge sobre a família Vacchiano, Lorenzo e Emma precisam se unir para enfrentar o desconhecido. A aproximação deles se torna palpável e Emma precisa decidir entre a vingança ou o amor e a revelaçao de seu segredo.
Ler mais— Está tudo bem? — Louis me perguntou quando retornei para o salão.— Está, não era nada demais. — Dei de ombros, como se as atitudes de Lorenzo não me afetassem.— Não parece. Sua cara não está nem um pouco bem. Na verdade, parece que você quer matar alguém.Soltei o ar que estava preso. Lorenzo tinha a capacidade de me deixar louca, mas não a ponto de partir para agressão, pois, se eu cedesse aos meus instintos meu chefe estaria morto. A preocupação de Louis era fofa, não combinava com o físico durão que ele exibia. Dei um meio sorriso e me inclinei levemente para a frente.
O diálogo entre nós se tornou escasso.Conforme as horas passava, evitei estar no mesmo ambiente de Lorenzo. Andava de um lado para o outro na fortaleza, conversando com as pessoas ou escondida em qualquer sala que eu encontrasse vazia para tirar uma soneca.Seus homens percebiam a tensão entre nós e se mantiveram longe. As poucas vezes que o encontrei durante esse tempo, podia senti seus olhos acompanhando meus passos. E se falava com algum homem, um copo quebrava. Ignorei tudo isso. Estava feliz com o arranjo que John fizera e não pretendia voltar a trabalhar como assistente de Lorenzo tão cedo. Além disso, logo ele voltaria para casa e tudo voltaria ao normal.Pelo menos foi o que pensei.Estava na hora do jantar e depois de um banho relaxante e me vestir com roupas casuais: um jeans rasgado nos joelhos e um moletom, fui para a sala de jantar, onde todos se reuniam. O cheiro da comida estava divino e minha boca encheu-se d’água. Louis, um jovem gentil com quem fiz amizade ao chegar
Levei Lorenzo para o armazém, cumprimentando as pessoas no processo. Durante o trajeto nenhuma palavra foi dita entre nós, apenas o silencio mutuo. Não pensei que ele me perguntaria sobre o que aconteceu, como me surpreendera o fato de o John não ter dito nada a respeito. Sua cara de choque ao saber do abuso era quase cômica. Como não se lembrasse de nada.Isso era frustrante.Em muitas ocasiões ele tinha chegado perto da verdade, principalmente quando fui agredida. Mas por algum motivo, Lorenzo não queria enxergar a realidade: que ele e seus amigos estúpidos me doparam e abusaram de mim. Giovanni me confidenciara o quão cego seu neto era para as coisas, mesmo com a verdade escancarada era incapaz de enxergá-la.Eu também não estava facilitando as coisas e por muitas vezes me peguei pensando a respeito. Queria que ele lembrasse? Se eu desistisse de tudo e apenas seguisse o fluxo, ficaria satisfeita? O que eu sentia por ele? Muitos poderiam classificar como Síndrome de Estocolmo, mas i
— Você parece surpreso em me ver.Emma comentou, guiando-me para uma sala privada. Depois de tirar as armas que carregava consigo e jogá-las sobre a mesa, me encarou. Sua postura pequena não apagava o comando feroz de minutos atras. Observei-a massageando as têmporas e se sentar em uma poltrona. Segui seu exemplo e sentei na poltrona a sua frente.— Eu não sabia que você era expert em armas...— Esqueceu como entrei no seu quarto e atirei no teto?Ela arqueou a sobrancelha e soltei uma gargalhada sincera. Claro que não tinha esquecido. Foi uma situação humilhante e meu pessoal evitava me encarar depois disso. Somente ela tivera a audácia de fazer tal coisa comigo e lá no fundo, eu não estava aborrecido, pois finalmente tinha a sua atenção.— Verdade. Então... — Juntei as mãos e a encarei. — Qual é a situação?— Conseguimos interceptar sua mercadoria antes que os russos o pegassem. — falou, pegando um tablet e o entregou para mim. — Todo o carregamento está lá e condiz com o que você p
Os dias seguintes foram um inferno.John assumiu as funções de Emma depois daquela desastrosa reunião e me impediu de chegar até ela. Sempre que eu perguntava algo sobre ela, desconversava ou fingia demência. E embora fizesse bem o seu papel, ele não era a Emma.Desde aquele dia fiquei refletindo sobre o que aconteceu e principalmente o pânico presente nos olhos dela. Para quem estava acostumado com seu olhar de frieza, ver o medo estampado em seus olhos me destruiu. Nem mesmo quando ela foi agredida fez esse olhar. Solicitei que a investigassem depois que vi seus documentos, mas não dera em nada. Tudo sobre ela estava devidamente bloqueado para acesso. Quem fez isso fora meticuloso o bastante para que ninguém chegasse a ela.Mas o tiro saiu pela culatra. Maximillian sabia e veio atras dela. Para descobrir a verdade sobre Emma ou alguma história do seu passado, precisava perguntar ao John, que era o único que sabia alguma coisa.— Você deveria se concentrar, Lorenzo. — John retrucou e
Carlos apenas me observava com um semblante estranho. Talvez pensou que eu estava enlouquecendo, mas não colocou seus sentimentos em palavras. Ficou quieto, esperando que eu parasse de tremer. Por mais frio que a noite estivesse, nada me livrava daquela sensação ruim da lembrança do que aconteceu em meu corpo.Uma ideia me ocorreu e perguntei, mas já sabendo a resposta.— Você se aproximar de mim hoje, tinha segundas intenções?Ele se mexeu, desconfortável com a pergunta e seu silencio fora o suficiente. Me senti suja, destruída por dentro.— Admito que me interessei por você. Lorenzo tinha me dito que não a traria pra cá, justamente para não me aproximar de você, mas... — Ignorei seus protestos e passei por ele, retornando para dentro da casa.O som alto de música, gemidos e sexo preencheram o ambiente. Meu estomago embrulhou novamente e antes que eu cedesse aos meus impulsos de fugir daquele lugar fui até um Nicola totalmente enfiado dentro de uma mulher enquanto esta chupava outra
Último capítulo