ADRIANO
Eu havia acabado de almoçar sozinho na mesa que ficava na varanda. O almoço tinha sido silencioso e monótono naquele dia carregado de preocupações. Mastiguei sem prestar atenção no gosto da comida, com a cabeça longe, ocupada por pensamentos que eu fingia não ter. O sol do meio-dia batia forte no terreiro, fazendo o ar vibrar, e o calor subia da terra como um aviso constante de que o dia não daria trégua.
Levantei-me devagar, com aquele peso conhecido no corpo — não era ressaca daquel