Eu não sabia dizer quanto tempo havia passado. Dormia. Acordava. Voltava a dormir. Às vezes tinha a sensação de ter sonhado com vozes, passos, com o som distante de alguém chamando meu nome. Outras vezes, tudo era apenas branco, silêncio e um peso doce que me puxava de volta para o fundo.
Quando acordei de novo, foi diferente. A consciência veio mais inteira, ainda frágil, mas presente. O braço ligado ao soro estava gelado, o outro repousava sobre o lençol fino. Respirei devagar, sentindo o ar