Recebi alta naquela manhã. Já estava me sentindo bem melhor como se a mordida da cobra tivesse sido há muito, muito tempo. O médico falou palavras técnicas, explicou recomendações, repouso relativo, remédios, retorno em alguns dias.
Adriano cuidou de toda a papelada. Eu apenas assinei onde me indicavam. Quando finalmente atravessei a porta do hospital, o sol me atingiu o rosto com uma força inesperada. Fechei os olhos por um instante, respirando fundo. Estava viva. E isso, de repente, parecia e