Adriano pousou os talheres com calma e perguntou:
— E então, como você foi parar na fazenda?
A pergunta pairou entre nós, pesada e inevitável. Olhei para o mar, para a linha escura do horizonte, tentando organizar pensamentos que eu raramente colocava em palavras.
— Não foi uma coisa planejada.
Ele não disse nada. Apenas esperou.
— Minha mãe morreu há pouco tempo — continuei. — Ela era tudo o que eu tinha. Meu apoio, minha amiga, minha segurança.
A voz saiu firme no início, mas aos poucos foi