Eu fiquei alguns minutos parada do lado de fora do quarto de Adriano, com a mão suspensa no ar, sem coragem de bater ou de girar a maçaneta. Meu coração batia tão forte que eu tinha medo de que ele pudesse ouvir do outro lado da porta.
Aquilo para mim, não era só desejo — embora ele estivesse ali, intenso, vivo, pulsando sob a pele. Era uma necessidade estranha de proximidade, de ser vista, abraçada, escolhida nem que fosse por um instante.
Respirei fundo e abri a porta.
Adriano estava de costa