Eu saí do casarão quase tropeçando de raiva. Ainda ouvia a voz de Adriano ecoando na minha cabeça, dura, seca, cheia de ira — como se eu tivesse cometido um crime por querer dar um dia feliz para a filha dele.
As lágrimas ficaram queimando por trás dos meus olhos, mas eu me recusei a deixá-las cair enquanto caminhava pelo terreiro próximo à casa. Só permiti que a respiração curta e acelerada denunciasse o meu estado quando estava um pouco mais longe.
E também, só percebi que tinha um destino em