HELENA
O silêncio na gruta foi quebrado apenas pelo soluço baixo que eu não conseguia mais conter. Eu estava sentada em um caixote de madeira, com o vestido rasgado e os pés sujos de lama, sentindo que toda a estrutura da minha vida de "estudante de Direito" tinha desmoronado sob meus pés.
Arthur se aproximou. Ele não disse "eu te avisei", embora seus olhos gritassem isso. Ele se agachou na minha frente, tirando o lenço que usava no pescoço para limpar o rastro de sangue e fuligem no meu braço