HELENA
O estado do meu pai era crítico. O lençol branco sob ele já estava tomado por um vermelho escuro e persistente. Dona Neide fazia o que podia, mas os aparelhos apitavam de forma errática.
— Ele não aguenta mais duas horas aqui, Arthur — eu disse, minha voz saindo fria, uma calma que eu nem sabia que possuía. — Se ele não for para uma UTI de verdade, ele morre.
— Se a gente descer com ele agora, o Moreira pega a gente no primeiro comboio — Arthur respondeu, socando a parede de tijolo apar