Narrativa: Vittorio Deluca
A notícia havia se espalhado como fogo em palha seca. Lisa estava em estado crítico, e cada palavra que recebíamos do Dr. Enrico parecia pesar toneladas. Meu sangue ferveu desde o primeiro instante. Raiva, confusão, medo… tudo se misturava num turbilhão que ameaçava me sufocar. Eu não sabia se chorava, gritava ou batia em algo. Só sabia que queria alguém para culpar.
Quando entrei no quarto do hospital, a visão dela frágil e silenciosa cortou meu peito mais profundamente do que eu imaginava ser possível. Ela estava deitada, coberta, respirando com dificuldade. Cada suspiro dela era um lembrete cruel de que o tempo estava se esgotando, e eu me sentia impotente.
— Como isso pôde acontecer? — eu gritei, mais para mim do que para qualquer outra pessoa. — Quem deixou isso acontecer?
Ninguém respondeu. Don Marcello, sempre firme, me olhou com aquela expressão que carregava todo o peso da responsabilidade, mas não era acusação. Alejandro segurava minhas costas com