Adriano veio até mim em silêncio. Seus passos eram lentos, quase respeitosos, como se temesse quebrar algo frágil demais. Ele se abaixou à minha frente e, por um instante, apenas me observou. Não havia mais frieza em seu olhar. Não havia cálculo. Só um cansaço profundo… e algo que eu reconheci como arrependimento.
Ele se inclinou e depositou um beijo leve na minha testa.
— Eu espero que você viva muitos anos ainda, pequena Lisa — disse, a voz baixa, rouca. — Foi um prazer te conhecer. E saiba q