Narrado por Lisa Deluca
Um ano.
365 dias.
Ou talvez menos.
Essa era a sentença.
Não importava quantas palavras fossem ditas depois, quantos braços tentassem me amparar — a verdade era um punhal silencioso cravado entre as costelas.
Não consegui dizer mais nada. A garganta ardia, seca, sufocada por um grito que nunca sairia. Levantei-me da cadeira sem olhar para ninguém, sem esperar mãos que tentassem impedir. Se me segurassem, eu cairia. E eu não queria cair. Não na frente deles. Ainda não.
Saí