A lanterna tremia nas mãos de Helena enquanto os passos ecoavam pelo túnel abandonado. O som de água pingando do teto criava um ritmo hipnótico, como se a cidade, por um momento, prendesse a respiração junto com ela.
Cada passo era um mergulho em memórias.
A estação desativada era um santuário de silêncio e poeira. Havia marcas de pegadas no chão, recentes. E no fim do corredor, um velho vagão de trem abandonado, grafitado, partido pela ferrugem do tempo, repousava como um animal ferido.
Helena