A porta do quarto de hospital parecia respirar. Helena ficou diante dela por alguns segundos, sem coragem de tocar a maçaneta. Seus dedos suavam, a garganta seca travava até o ato de engolir. Lá dentro, o homem que ela amou... e odiou. O homem que se fez presente em cada fragmento de sua história, mesmo quando deveria ter sido só um nome esquecido.
Aquele que, de forma doentia, deu sentido à própria vida dela — e quase a destruiu.
Ela girou a maçaneta devagar. O rangido da dobradiça foi mais al