Era madrugada quando Helena recebeu a ligação. A voz do outro lado da linha era urgente, mas não alarmada. O tipo de voz treinada para dar más notícias de forma suave, mas que, mesmo assim, cortava como navalha.
— Tivemos um incidente no hospital. Alguém tentou invadir o quarto do paciente Lucas Valdez.
Helena fechou os olhos. Não precisava de mais detalhes. Sentia o perigo se aproximando como uma onda negra que, mesmo sem vê-la, sabia que viria.
— Ele está vivo? — perguntou, com a voz engasgad