O som dos monitores era o único pulso vivo no quarto estéril do hospital. Um bip ritmado, constante, quase hipnótico. No leito, o corpo de Lucas Valdez permanecia imóvel, mas algo dentro dele se agitava — como se, mesmo inconsciente, a mente se recusasse a descansar.
Os olhos estavam fechados. A pele pálida. Os dedos, frios. Mas naquele fim de tarde abafado, uma sombra percorreu o interior do quarto como um presságio. E então, sem aviso, os cílios dele tremeram.
Foi quase imperceptível.
Mas aco