Helena não conseguia mais distinguir os dias das noites.
O relógio digital da cozinha marcava 3h27 da manhã. O único som era o tic-tac abafado do ventilador oscilando para os lados, como um sentinela cansado. Ela estava de pé, descalça, diante do mural improvisado na parede da sala. Fotos, fios, nomes, datas. Era como encarar um quebra-cabeça montado com sangue.
Ela havia juntado todas as peças.
Lucky Valley não era apenas Lucas Valdez.
Ele era o ponto de intersecção entre tudo que havia desmor