Dentro do carro, Amália seguia em silêncio. O motorista estranhou, ela, que sempre dizia alguma coisa, naquela manhã apenas o cumprimentara, sem o entusiasmo de todos os dias.
Calada, ora olhava pela janela, ora fixava o olhar à frente, como se buscasse alguma saída para o turbilhão dentro de si. Segurava as próprias mãos, tentando conter o mal-estar que crescia em seu estômago. A náusea vinha em ondas, e o carro parecia mais abafado a cada quilômetro.
Suas mãos estavam úmidas, e o coração puls